quarta-feira, 27 de junho de 2012

BELEZA - MAQUILAGEM INSTANTÂNEA

Maquiagem instantânea promete economizar tempo

Maquiagem instantânea promete economizar tempo! (Foto: Divulgação)

Às vezes não temos vontade de fechar os olhos, abrir e ter um make prontíssimo para o evento da noite? Ou então fazemos um make básico, mesmo querendo algo mais sofisticado, mas por medo de arriscar e não ficar bom? Novidade para aquelas que não tem muito tempo ou habilidade disponíveis para se maquiar: agora há a maquiagem instantânea para poupar os minutos ou salvar a noite de todas nós!

Além de práticas por virem já ‘prontas’ para a aplicação, elas ainda são descartáveis , muito compactas (cabem em qualquer bolsa) e não fazem sujeira (já que vêm em adesivos). Elas vieram em batons, blushes e sombras (último lançamento).

Essa inovação funciona como as tradicionais tatuagens infantis: solta a tinta depois de umedecida. No kit ainda vem um fixador que deve ser aplicado por cima da tinta. Ele irá garantir a durabilidade da maquiagem. Para aplicar o batom e o blush também é muito simples: basta deslizar pela boca e pela face, respectivamente.

Há várias opções de esfumaçado e até animal prints! (Foto: Divulgação)A novidade foi lançada primeiramente nos Estados Unidos e na Europa. Elas ficam prontas em questão de minutos e apresentam grande variedade de cores e esfumaçados (uma ótima notícia para aquelas que têm dificuldade em esfumaçar e combinar cores). Agora surgiram também as opções em animal prints (ótima pedida para o carnaval ou uma festa à fantasia, não?).

A única questão ainda a ser discutida sobre essa maquiagem é o fato de as sombras serem em tons muito fortes e “chamativos demais” para algumas. Ainda não surgiram as opções de make básico e, por enquanto, apenas aquelas que não se sentem intimidadas por uma composição um pouco mais over ousaram e usaram o produto.

Onde encontrar?

Nos Estados Unidos, a empresa Color On está vendendo kits que permitem até 20 aplicações e custam 35 dólares. Em Londres, a Avon oferece às consumidoras um jogo com sete sets de sombras adesivas ao preço de 5 libras. Pode ser uma boa encomenda para a amiga que vai viajar, não é?

No Brasil, ela está disponível nos sites da Di Vicentin e da CosmeticNet. Na Di Vicentin, os tons para os batons são: rosa, vermelho, marrom e bege metalizado; para os blushes: marrom, bronze e terracota; e para as sombras: grafite, dourado, marrom, preto, verde, azul, bege e rosa. O par de sombras permite apenas uma aplicação e um retoque e é vendido no valor de R$ 5,20. O blush instantâneo, que permite em média 3 aplicações, custa R$ 7,30 e o “estojo” de batom com 6 aplicadores R$ 10,80 em que cada aplicador possibilita em média duas aplicações.

Passo a passo. (Foto: Divulgação)E aí, o que vocês acham? Será que essa moda vai pegar?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

African Fashion Week NY 2010

TECIDOS - MALI: UMA VIAGEM PELOS TECIDOS




PELO MUNDO
Mali - uma viagem pelos tecidos



      


  Papéis de parede de Mali


Muito mais que moda passageira, os tecidos do Mali carregam uma rica simbologia, capaz de decifrar a alma de povos ancestrais. Franjas que chamam chuva, o traço que sinaliza um bom caminho, a flecha que alerta contra pessoas desonestas... Nesse país, o novelo de significados é infinito, como conta aqui a fotojornalista Marie Ange Bordas
Yanoga e sua obra-prima: tecido tingido com índigo, especialidade
do país Dogon
- Madame, madame, dê uma olhada, nem que seja só para admirar!
- Que tal um lindo colar tuaregue legítimo?
- E este belo cobertor de lã Peul! Venha cá, madame!
O amplo sorriso dos vendedores me persegue em praticamente todos os lugares que percorro pelo Mali. Ensaio meu melhor olhar desinteressado, murmuro um non-merci ('não, obrigada') ou abro um sorriso rápido. Mas resistir à tentação dos onipresentes vendedores não é tarefa fácil. O Mali é conhecido por ter um dos mais ricos artesanatos da África, das jóias tuare-gues às esculturas dogon, passando por uma infinidade de tecidos -wax industrializados, sintéticos, tingidos à mão, artesanais de algodão ou de lã-, produzidos pelas diferentes etnias que povoam o país, como Bambara, Peul, Malinké, Tuaregue e Dogon.
Sidik Doumbia, em frente ao ateliê Ndomo
Mas falar de tecidos na África ocidental significa muito mais do que falar de moda ou artesanato: é um caminho para decifrar costumes locais e compreender um pouco mais da intrincada história de cada lugar. Na raiz da cultura têxtil oeste-africana está a tecelagem, técnica dominada pelas antigas civilizações desde o século 9, bem antes da chegada dos europeus. Quando desembarcaram na costa do atual Senegal, no século 15, os portugueses ficaram estupefatos ao perceber que 'os selvagens' não só cultivavam e teciam o algodão, mas também o tingiam de azul intenso. O azul do índigo logo se tornaria matéria-prima disputada pelos europeus, assim como o foram as tiras de algodão, tecido utilizado como moeda de troca até pouco depois da Segunda Guerra Mundial.
Segundo maior produtor de algodão da África (atrás do Egito), o Mali tem uma tradição têxtil que remonta há mais de mil anos, quando quase todas as mulheres sabiam fiá-lo e a maioria dos agricultores tecia nas horas vagas. Tecer tem significados rituais e mitológicos. Para o povo dogon, a linguagem é indissociável do tecer. O termo sou, por exemplo, significa 'palavra', mas também a faixa de tecido que sai do tear. Para eles, 'estar nu é estar sem palavras'.
Os homens desenham os lindos motivos do Bogolan


Homens e mulheres dividem as tarefas de
tecer, tingir
e desenhar

Os símbolos do Bogolam
Céfarin jala: literalmente, a cintura do corajoso.
Simboliza bravura ou fecundidade
Dankun: cruzamento de dois caminhos. Evoca um sacrifício por outras pessoas
Falifereke: a imagem representa animais
domésticos presos. É um símbolo do imobilismo
Juru sarabali ka sira: ziguezague, o caminho
tomado por quem não quer pagar suas dívidas
Kalabanci ka sira: caminho feito pelo impostor, aquele que finge ser quem não é
Kolon kisèso: a casa das conchas (ou moedas).
É o lugar onde se guarda a fortuna
Bunteni ku: a cauda do escorpião, sempre
associada a pessoas desonestas, traiçoeiras



AINDA NESTA MATÉRIA


Página 1 de 4 | Próxima: Segunda pele>>


Página 1: Mali - uma viagem pelos tecidos
Página 2: Segunda pele
Página 3: A jóia do Níger
Página 4: Tecelões na falésia



PRESIDENTE NEGRO NO BRASIL - NILO PEÇANHA


Nilo Peçanha e Obama: muito além da cor da pele

nilo-pecanha_barack-obama.jpg
O historiador Alberto Costa e Silva diz, em entrevista a ÉPOCA on Line, que o Brasil já teve um presidente negro: Nilo Peçanha, que governou o Brasil entre 1909 e 1910. Ele cita outros presidentes com pele morena, cabelos e barbas crespos, como Rodrigues Alves.
A erudição de Alberto Costa e Silva não pode ser colocada em dúvida. Seus conhecimentos sobre África e Brasil são preciosos.
Mas a comparação é curiosa pelo seguinte: Nilo Peçanha tinha a pele negra e outros traços que, a partir de determinados estereótipos, costumam ser associados às pessoas negras. (Estereótipos são detestáveis neste caso porque escondem a riqueza da raça humana).
A cor da pele de Nilo Peçanha era isso – a cor da pele.
Exerceu o cargo e não há notícia de que tenha sofrido constrangimentos. Por quê?
Porque o que importa é a história, a circunstância. Num momento, a cor da pele não diz nada. Em outro, pode dizer muito.
Eleição naquele país da República Velha estava longe de ser um evento popular. Menos de 1% da população votava. Não havia fotos.
Aquele era um país mais moreno que o Brasil das décadas seguintes.
O cativeiro tinha sido abolido duas décadas antes.
Os grandes fluxos migratórios do final do século XIX, que embranqueceram a população – São Paulo chegou a ser uma cidade onde estrangeiros europeus eram mais da metade da população – ainda não tinham produzido efeito.
Boa parte da elite era mestiça, embora não aceitasse isso.
Nilo Peçanha era um candidato da aristocracia da política café com com leite, que reconhecia os mestiços como uma realidade cultural distinta – ao contrário do que ocorre nos EUA, onde uma pessoa era considerada negra desde que um de seus antepassados de terceira geração fosse negro.
A pele de Obama é de outra história e de outra linhagem.
Seu pai era um intelectual queniano e sua mãe, uma típica jovem de 1968, o ano em que os negros incendiaram várias cidades americanas em protesto pelo assassinato de Martin Luther King Jr.
São outras histórias – ainda que seja a mesma cor de pele.
(Agradeço às contribuições da leitora Luciene da Rocha Vieira para  uma nova redação à esta nota)

terça-feira, 19 de junho de 2012

TANGO - O segredo negro da Argentina


A HISTORIA NEGRA DO TANGO - O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina

por Rucangola Ruca, domingo, 17 de Junho de 2012 às 09:21 ·
Exposição em Buenos Aires revela a "história negra" do tango

ELENA ARSUAGA
Buenos Aires - O tango, de raízes suburbanas, tem também uma "história negra" que se relaciona com os ritmos afroargentinos, um "segredo" que foi resgatado pelo antropólogo Norberto Pablo Círio.

"Apesar de sempre existir esse rumor sobre a presença negra no tango, esse assunto nunca foi bem estudado e compreendido", explica à Agência Efe Círio, promotor da exposição "Historia Negra Del Tango", que acaba de ser inaugurada em Buenos Aires.

O antropólogo decidiu entrar em contato com a comunidade argentina de ascendência africana para saldar essa "dívida histórica e social com um dos grupos fundadores do país".

Sob o lema que "tudo tem sua história negra, mas desta vez estamos orgulhosos", o antropólogo organizou uma mostra composta por mais de uma centena de peças que pretendem provar este pioneiro enfoque sobre uma realidade que havia sido vagamente tratada na academia e sempre a partir de uma perspectiva branca, lembra Círio.
Partituras, discos e fotografias originais de época e em sua maior parte inéditas cedidas para a ocasião formam o percurso feito nas últimas décadas do século 19 e analisa o candombe, "a música e o baile distintivos e emblemáticos desta comunidade", e a música de carnaval, que para Círio desenham o contexto no qual nasceu o tango.

A exposição aprofunda na presença de afroargentinos nos diferentes períodos do tango como gênero, a partir da figura de Rosendo Mendizabal, "um marco indiscutível" nas origens do tango, opina o especialista.

"Joia"A maior "joia" da mostra, instalada no museu Casa Carlos Gardel, é uma partitura original de 1897 de "El Entrerriano", uma das mais importantes composições de Mendizabal, cuja publicação marcou para Círio a origem da "Guardia Vieja" como período estilístico do tango.

A exposição destaca também as figuras do compositor e músico Ruperto Leopoldo Thompson, quem introduziu o chamado estilo "canyengue", e do pianista e compositor Horacio Salgán, cujo tango "A fuego brando" foi "o germe de todo o movimento estético de Astor Piazzolla e sua escola", assegura o antropólogo.

Outro dos compositores destacados na mostra é Enrique Maciel, cuja valsa "La pulpera de Santa Lúcia", de 1929, é de acordo com Círio "o hino, a obra emblemática das valsas crioulas".
"Desde a origem do tango até o presente sempre houve músicos, compositores e dançarinos negros", explica à Efe Horacio Torres, diretor do museu, quem lembra que dois dos seis guitarristas de Gardel eram afroargentinos.

Completam a mostra partituras e discos de compositores brancos como Sebastián Piana e músicos como Alberto Castillo, que tratam a partir de diferentes perspectivas a temática da negritude.

Consulta inédita Círio considera que o inovador desta proposta é que "nunca antes a comunidade afroargentina tinha sido consultada e estudada, não havia sido dada uma oportunidade, espaço para uma palavra, voz e o voto a esta parte da história".

Para ele, "no melhor dos casos que escreveram a favor desta teoria sempre o fizeram com base unicamente em documentos escritos por brancos, o que tornava a abordagem parcial.

"Esta questão foi mal estudada por falta de provas, mas fundamentalmente pela curta visão europeísta, resultante de como pensam os argentinos como nação", em cuja construção da identidade "se enfatizou um projeto branco europeu e cobriu-se com um manto de esquecimento as outras tradições culturais anteriores, como a negra e a aborígine", conclui.

"LA HISTORIA NEGRA DEL TANGO"Onde: Museu Casa Carlos Gardel (Jean Jaurés, 735, Abasto, Buenos Aires, Argentina)

Desenho de casal de negros dançando tango. Publicado no periódico "La Ilustración Argentina", de Buenos Aires, em 1882
Foto feita em Buenos Aires (1920) de um compadrito, figura típica dos cabarés portenhos


O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina
O tango nasceu num bairro de descendentes de escravos africanos na Argentina
Gabino Ezeiza , um dos representantes do Tango Afro Argentino
Show de 2009 em Buenos Aires realizado pelo grupo argentino de candombe Bakongo
Candombe - Tango Negro
Discografia - Pianista , compositor e pintor , Juan Carlos Caceres depois de uma longa carreira pelo Mundo ,20 albuns , consagra uma parte de seu tempo a pesquisar sobre as origens Negras do Tango .
Discografia - Tango Negro Trio - 2011
Discografia - Tango Negro do musico argentino Athos Bassissi
Discografia - TANGO NEGRO - Best Of Tango Argentino , Candombes , Danza y Movimiento

segunda-feira, 18 de junho de 2012

MEIO AMBIENTE - PLANETA A TODA HORA



MEIO AMBIENTE - TERRA/PLANETA A TODA HORA


http://www.terra.com.br/noticias/ciencia/infograficos/hora-planeta-dicas/

De xixi no banho a
telhado branco: veja
como "salvar" o planeta

Diante do aquecimento global que ameaça a natureza, a ONG WWF promove todos os anos um "apagar de luzes" para conscientizar a população sobre a importância de proteger o meio ambiente. Ano passado, pelo menos 1 bilhão de pessoas de todo o mundo participaram da Hora do Planeta.

Se você acha essa iniciativa interessante, além de permanecer uma hora com todos os aparelhos de sua casa desligados, pode contribuir ainda mais para a proteção dos recursos naturais com pequenos atos no seu dia a dia. Fazer xixi durante o banho, usar lâmpadas econômicas e até pintar o telhado de branco são atitudes que podem ajudar a "salvar o planeta". Confira algumas dicas.

Desligue a luz. Se não der, troque a lâmpada

Levantamento feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que o gasto de energia no País aumenta a cada ano. Em 2006, o consumo per capita era de 2.129 kW por hora, já em 2010 atingia 2.370 kW por hora. Além do aumento no valor da conta de luz, esses números exigem a produção de mais energia elétrica no País. Para reduzir isso, e evitar mais danos ao ambiente, pequenos hábitos como apagar as luzes nos cômodos sem utilização podem fazer um grande efeito.

Além disso, outra importante iniciativa é substituir as lâmpadas usadas em casa. De acordo com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), as fluorescentes ou brancas são as que mais economizam luz - até 80% em relação às lâmpadas incandescentes ou amarelas. O gasto menor se deve ao modo como as duas funcionam, e à quantidade de energia elétrica gasta para gerar uma mesma quantidade de luminosidade.
Foto: Getty Images

Que tal pintar o telhado de branco?

A ideia pode custar um pouco de dinheiro, mas funciona. Cientistas do laboratório nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos, propõem pintar todos os telhados e todas as estradas do mundo de branco, além de cobrir os desertos com uma película plástica branca e criar algas transgênicas de cor esbranquiçada.

O objetivo de tanto branco seria refletir mais luz solar de volta ao espaço, diminuindo o aquecimento causado pelo Sol. Enquanto superfícies pretas refletem entre 10 e 20% da luz que incide sobre elas, as superfícies brancas refletem pelo menos 50%. Não precisa ser tão radical e sair pintando tudo de branco, mas o telhado de casa já ajuda. Na Califórnia, por exemplo, o governo exige desde 2005 que edifícios comerciais tenham telhados de cor clara.
Foto: Getty Images

Use aparelhos que consomem menos energia

Alguns eletrodomésticos, como geladeiras, freezers, aparelhos de ar condicionado e lâmpadas, têm consumo medido por centros de pesquisas do governo. Os mais eficientes ganham o 'Selo Procel'. Na hora da compra, escolha esses modelos.

Os mais eficientes, que apresentam um consumo mais baixo de energia, ganham a classificação 'A'. Os menos eficientes ficam com o 'E'. Assim, o consumidor pode comparar qual produto consome menos energia dentro de cada categoria.
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Aparelhos desligados

Segundo o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), um computador ligado durante uma hora por dia apresenta um consumo 5 kW/h ao longo de um mês. No decorrer de um ano, a economia gerada ao desligar o computador durante esta hora será de 60 kW/h. Esse montante representa deixar de jogar na atmosfera 18 kg de CO2, volume correspondente ao emitido por um carro movido à gasolina ao percorrer 120 km. Uma simples iniciativa, que pode ser feita no período em que você estiver no horário do almoço, por exemplo, tem um grande impacto no ambiente.

Vale lembrar também que o modo standby consome menos energia, mas mesmo assim continua gastando. A estimativa do Procel é de que 12% do consumo doméstico é resultado da utilização dos eletrodomésticos em modo standby. É fácil, simplesmente desligue ou tire da tomada o aparelho quando não estiver em uso.
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Chuveiro elétrico: o grande vilão do consumo

O chuveiro elétrico é um dos equipamentos que mais consome energia, por isso, banho demorado nem pensar! Outras dicas importantes são evitar o banho nos horários de pico de consumo de energia, das 18h às 21h, utilizar a chave na posição 'verão' quando não estiver frio e fechar a torneira quando for se ensaboar.

Outra medida importante, segundo o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), é usar resistências originais, de acordo com a potência e a voltagem do aparelho. É preciso evitar emendas ou adaptações, que aumentam o consumo de energia.
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Xixi no banho

A ONG SOS Mata Atlântica desenvolve uma campanha para diminuir o gasto de água no banheiro. A sugestão da ação é que se urine durante o banho e, portanto, se deixe de acionar a descarga pelo menos uma vez por dia.

Segundo a ONG, ao urinar durante o banho, é economizada uma descarga (12 l de água) por dia. Assim, em um ano a economia chegaria a 4.380 l de água. 'Gastando menos água, degradamos menos a natureza, preservando os recursos naturais e as nascentes dos rios', afirma a organização no site da campanha (www.xixinobanho.org.br). A ONG afirma ainda que não há risco de contrair algum tipo de doença. Desde que seja lembrado de urinar no início do banho, a água leva tudo embora, diz a SOS Mata Atlântica.
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Troque o elevador pela escada

Além de ser um ótimo exercício físico, subir e descer as escadas evita um gasto desnecessário de energia. Se o elevador for indispensável, é preciso ficar atento ao consumo do aparelho. Na hora da compra, é importante dar preferência aos modelos que têm o Selo Procel de Economia de Energia. Eles vão fazer uma boa diferença na conta de luz do condomínio.
Foto: Getty Images

Invista em alimentos orgânicos

Infelizmente, os produtos orgânicos ainda são mais caros que os tradicionais nos supermercados do Brasil. Mas se você puder pagar um pouco a mais, vale a pena. Os alimentos orgânicos são cultivados sem agrotóxicos, o que é muito positivo para a saúde. Mas, além disso, eles contribuem para a proteção do planeta, já que são resultantes de um sistema que busca manejar de forma harmoniosa os recursos naturais.

Além de evitar os agrotóxicos, o cultivo orgânico preza pela rotação das culturas e pela utilização de adubos naturais, como o húmus de minhoca. De acordo com coordenadora da Hora do Planeta na ONG WWF, Regina Cavini, é importante que as pessoas reflitam sobre que tipo de alimentos estão consumindo. 'Precisamos saber como o produto foi produzido antes de comprar, se a técnica empregada prejudica ou não o ambiente. Uma carne, por exemplo, proveniente de áreas desmatadas deve ser evitada', afirma. Assim, segundo ela, a população ajuda a incentivar as práticas sustentáveis de produção.
Foto: Getty Images

Recicle

Regina Cavini, da ONG WWF, afirma que uma das mais simples e importantes iniciativas para 'salvar' o planeta é fazer a reciclagem. Todo o lixo de casa deve ser separado, o orgânico (como cascas de frutas, legumes e folhas) pode ser colocado em uma pequena composteira, produzindo adubo natural para o jardim.

De acordo com a educadora ambiental da ONG SOS Mata Atlântica, Kelly de Marchi, quem mora em uma casa pequena ou em um apartamento, também pode fazer a compostagem dos alimentos. 'A dica que eu dou é fazer uma mini composteira em um pote de sorvete. É só fazer pequenos furos na tampa para entrar o ar. Depois basta colocar os restos de comida dentro e utilizar para adubar as plantas', afirma.

Já o lixo seco deve ser enviado para a reciclagem. Além de contribuir com o ambiente, essa iniciativa gera empregos para catadores. Segundo a WWF, 1 t de papel reciclado evita o corte de pelo menos 30 árvores. Já a reciclagem de 100 t de plástico evita a extração de 1 tonelada de petróleo, um recurso natural não renovável e altamente poluente.
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Ande de bicicleta: corpo e ambiente agradecem

Além de aumentar a resistência física e queimar calorias, andar de bicicleta também ajuda a proteger o ambiente. Por ser movida pela própria força do condutor, sem precisar de nenhum outro combustível, a bicicleta não emite gases poluentes na atmosfera que causam o aquecimento global.

Mas para aumentar o número de ciclistas nas cidades brasileiras é preciso adequar a infraestrutura, com ciclovias, por exemplo. 'Um levantamento divulgado no ano passado mostra que 82% dos paulistanos querem deixar o carro em casa, mas não têm meio de transporte eficiente para que possam fazer isso. Também precisamos cobrar políticas públicas que viabilizem essas atitudes sustentáveis', afirma Kelly de Marchi, educadora ambiental da ONG SOS Mata Atlântica.
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Evite o desperdício

A educadora ambiental Kelly de Marchi diz que evitar o desperdício de alimentos é muito importante. 'As pessoas precisam evitar jogar tanta comida fora, aproveitando o talo, a casca dos alimentos para fazer outras comidas. A casca da laranja, por exemplo, serve de pastilha naquelas tomadinhas para espantar pernilongos', explica.

Segundo ela, também é importante evitar o consumo exagerado de produtos. 'Quanto mais a gente consome, mais recursos retira da natureza. Eu sempre aconselho fazer três perguntas: 'Estou precisando? Vou usar? Tenho dinheiro?'. Se uma das três respostas for 'não' é preciso repensar a necessidade da compra'.
Foto: Getty Images

AFRICA - O POVO JARAWAS


http://cnncba.blogspot.com.br/2012/06/os-jarawas-um-povo-preto-em-extincao.html

Habitantes das Ilhas Andamam estão localizados em arquipélagos no Oceano Índico na Baía de Bengala, entre a península indiana ao oeste e a Birmânia no norte e leste. A maioria das ilhas é parte do Andaman e Nicobar na Índia, enquanto um pequeno número ao norte do arquipélago pertence à Birmânia.



Nestes arquipélagos habitam remanescentes dos primeiros grupos humanos que migraram do continente africano há aproximadamente 60.000 mil anos. Alguns destes grupos foram extintos após o contato com invasores ingleses que propiciaram um verdadeiro etnocídio através de assassinatos, doenças infectocontagiosas, mudanças dos hábitos alimentares, introdução dos vícios do tabaco e do alcoolismo e a exploração sexual.

Os primeiros invasores britânicos criaram um assentamento em 1789 e iniciaram o processo destrutivo, como se pode ler no diário do governador britânico à época, onde menciona que recebeu instruções para destruir os nativos por intermédio do álcool e do ópio.

Assim, como muitos outros grupos originais, a maioria dos membros da tribo Bo - grupo étnico primevo - sucumbiu às doenças introduzidas pelos britânicos no século XIX. O desaparecimento de Sr Boa em janeiro de 2010, último remanescente da população, também significa o desaparecimento de uma das línguas mais antigas do mundo. O desejo demoníaco dos antigos britânicos, infelizmente cumpriu-se:
BOA SR, THE LAST MEMBER OF THE BO TRIBE, SINGS


Entre os grupos remanescentes, iremos nos ater a explanação sobre os Jarawa, a principio porque seu estudo é de suma importância do pan-africanismo os estudos dos povos pretos em África, das migrações voluntárias e dos prisioneiros das guerras árabes e cristãs que espalharam os africanos em diversas regiões do planeta, e não podemos esquecer-nos dos judeus e os seus lucros com o tráfico. Sendo fundamental para nós o entendimento da história da humanidade e da compreensão do ódio e propagação da supremacia branca contra os povos originais.

VISITING THE JARAWA TRIBE PT. 2


Os Jarawa vivem nas ilhas ocidentais do Grande e Médio Andaman no Oceano Índico, onde são caçador-coletores, caçam porcos selvagens e lagartos, pescam com arcos e flechas e coletam sementes, frutos e mel. Eles são nômades e vivem em grupos de 40 a 50 pessoas, cujo total da população não ultrapassa o total de 300 pessoas, todos sob tutela do governo indiano, com situação de sobrevivência crítica. Desde os primeiros contatos em 1998 a ameaça da extinção é quase inevitável.


Diversas empresas de turismo organizam safáris humanos (excursões para fotografarem e verem o “exótico”), prática de civilizações brancas com os povos pretos o chamado zoo humano. Inclusive foi criado um resort turístico perto da comunidade expondo a população a pessoas estranhas a sua cultura que trazem influências nefastas, há casos de abusos de jogarem comida e pagarem a policiais para as mulheres jarawas dançarem para eles:

INDIGENOUS PEOPLE ON DISPLAY IN "HUMAN ZOO" IN INDIA


ANDAMAN TRIBES LURED TO DANCE FOR TOURISTS


Na década de 70 do século passado foi construída uma estrada no território Jarawa que trouxe colonos, madeireiros e caçadores. Afetando o ecossistema da floresta e os caçadores ilegais matando os animais usados na alimentação da população.
JARAWA MAN DENOUNCES POACHERS INVADING THEIR LAND


As doenças também estão ameaçando a existência dos Jarawa, foi detectado um surto de sarampo e outras epidemias trazidas por pessoas estranhas ao habitat. O governo da Índia também objetiva levar as poucas crianças para o aprendizado da língua e dos costumes da civilização, que porá fim a milenar cultura e todo o conhecimento adquirido dos ancestrais em milhares de anos.

Outro perigo que ronda a população dos Jarawa são as campanhas de evangelização dos cristãos que como raposas astutas tentam entrar na comunidade Jarawa para disseminar ensinamentos comprovadamente perigosos com palavras de salvação e no fundo contribuirão para mais um etnocídio de um povo original. Não podemos ficar omissos.

As visitações das “pessoas de boas intenções” apesar das “proibições” do governo indiano tem demonstrado um perigo constante à preservação do povo jarawa, sendo crianças os alvos prediletos.

JARAWA TRIBE OF ANDAMAN ISLANDS


A diminuta população dos Jarawa necessita do apoio internacional para ter uma chance da não findar. A historiografia relata diversas civilizações pretas que desapareceram após contatos com o mundo “civilizado branco".


Os métodos de extermínio físico e cultural são vários, desde o morticínio violento praticado por grupos economicamente interessados nas terras habitadas por estes povos (genocídio freqüentemente brindado com a impunidade ou mesmo o patrocínio de governos racistas, autoritários e/ou corruptos) e destruição de seus ecossistemas, até pressões psicológicas coletivas insuportáveis: através da discriminação pública, da imposição de programas “educativos” que anulem os valores próprios destas culturas, da “evangelização” de missões confessionais que impõe modelos religiosos frontalmente opostos à cosmologia e culturas tradicionais destes povos, entre outros.

A imposição de um mundo globalizado para as civilizações nativas esconde interesses econômicos, culturais, religiosos e racistas que devem ser combatidos por todas e todos que respeitam a diversidade humana e o direito a terra e a vida.

Shalom!

ENDANGERED JARAWA - INDIA