sexta-feira, 31 de julho de 2015

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Segredos para cachos incríveis


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10 segredos que dão cachos incríveis como os das famosas de Babilônia


por Redação
Os cabelos cacheados estão chamando a atenção na novela Babilônia, seja um estilo longo ondulado, como os de Camila Pitanga, mais naturais como Juliana Alves, Virgínia Rosa e Kízi Vaz, ou no estilo black power como os de Sheron Menezes. Para cuidar dos cabelos crespos da forma correta e conquistar um visual similar ao das atrizes, veja na galeria algumas dicas de Lúcia Santana, coordenadora técnica do Instituto Beleza Natural.
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Rede Globo/Estevam Avelar
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Esqueça a água quente, mesmo no inverno. Ela deixa os fios mais ressecados. A dica é usar sempre água fria para lavar os cabelos.

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Maquilagem para pele negras



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Make para negras: o que usa a modelo polêmica que detonou maquiadores na web


por Redação
De tempos em tempos, a indústria da moda se vê às voltas com alguma polêmica: além das problemáticas que envolvem a magreza excessiva das modelos, recentemente uma questão racial chamou a atenção. Isso porque a modelo sudanesa Nykhor Paul desabafou em seu Instagram questionando a falta de habilidade dos maquiadores para lidar com a pele negra.
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“Queridas pessoas brancas do mundo da moda, por favor, não entendam mal, mas está na horas de vocês aprenderem de uma vez por todas a lidar com a nossa pele. Por que eu preciso trazer minha própria maquiagem para um profissional se uma garota branca não precisa fazer nada disso?”, questionou a modelo, que tem em seu currículo desfiles campanhas para grandes marcas como Balenciaga, Tom Taylor e Vivienne Westwood, além de já ter estampado a capa da revista Elle.

Dicas de maquiagem para negras

A modelo ressaltou o despreparo e a falta de preocupação dos profissionais da área para preparar mulheres negras para os desfiles, apesar de o mercado oferecer uma variedade de produtos. “’É 2015, não tentem me fazer sentir mal por ter a pele azulada de tão negra (...) Existem diversas opções de maquiagem para pele negra hoje em dia”, desabafou.
Apesar da dificuldade de encontrar profissionais que saibam realçar a beleza da pele negra, Nykhor mostrou que são infinitas as variedades de make – e esbanja estilo em sua rede social. Inspire-se nas produções da modelo e confira as dicas.
Reprodução/Instagram Nykhor Paul
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Para fazer maquiagens coloridas, vale dar mais destaque às cores quentes, que deixam o rosto mais aceso. Já os tons mais fechados ajudam a finalizar a produção e dar um toque mais sóbrio.

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sábado, 25 de julho de 2015

NZINGA - A líder da resistência africana


http://oglobo.globo.com/sociedade/historia/a-lider-da-resistencia-africana-16955484

A líder da resistência africana

Historiadores analisam a força e o carisma da Rainha Ginga, de Angola

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Aquarela mostra a rainha Ginga, de Angola, dando comandos a seu séquito de guerreiros no século XVII - Araldi de Cavazzi / Araldi de Cavazzi
RIO - Brilhante estrategista militar, inimiga dos governantes portugueses, idolatrada pelo povo, temida por maridos e cristã por conveniência. Entre uma batalha e outra no século XVII, no território da atual Angola, a rainha Ginga se tornou o pesadelo dos lusitanos. Mesmo usando o comércio de escravos para viabilizar suas manobras políticas, ela é considerada uma heroína ancestral e inspiradora do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado hoje, por sua feroz resistência ao poder europeu em terras africanas. Em Angola, o governo vem trabalhando para torná-la Patrimônio da Unesco.
Antes de se consolidar como uma dura opositora do domínio lusitano no território, Ginga Mbandi cresceu no reino de Ndongo, onde os portugueses tentavam cooptar os chefes locais seduzindo-os com presentes e ajuda militar. Logo, porém, a convivência deixou de ser harmoniosa. Os colonizadores avançaram pelo interior construindo fortes, e os líderes africanos foram obrigados a pagar tributos com escravos, que, por sua vez, podiam ser treinados como soldados ou comercializados no exterior.
A guerra, que já parecia inevitável, estourou quando um presídio foi construído próximo à Cabaça, a moradia do Ngola — o título dado ao soberano de Ngondo. Centenas de súditos foram presos, inclusive membros da família real. Derrotado, o Ngola Mbandi deixou a cidade.
Ginga Mbandi. Símbolo da resistência contra colonizadores - Reprodução / Reprodução
— Quando o novo governador português, João Correia de Souza, assumiu o poder, encontrou Ndongo destruído, com as feiras de escravos paralisadas e as autoridades regionais insubmissas — conta Mariana Bracks, doutoranda em História Social pela USP e autora do livro “Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola” (ed. Mazza). — Os portugueses precisavam restabelecer o comércio e solicitaram uma embaixadora para negociar a paz. O Ngola nomeou sua irmã mais velha, Ginga, para este papel, porque desde pequena ela foi educada por seu pai para assuntos políticos e militares.
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Ao receber Ginga, Correia de Souza quis colocá-la em seu devido lugar. Sentou-se em uma cadeira alta e pôs uma esteira no chão para a embaixadora. Autor de “O trono da rainha Jinga” (outra grafia para o nome da africana), da editora Record, Alberto Mussa revela que a tentativa do português de marcar posição foi malsucedida.
— Ginga pôs uma escrava de quatro e sentou-se sobre ela — conta. — Desde o início, quando houve uma tentativa dos colonialistas de submeter o povo à vassalagem, o que transpareceu foi sua postura de negociar de igual para igual.
Segundo o acordo de paz, Ndongo não pagaria tributos para Portugal. Ambos os reinos poderiam comercializar, mas como nações soberanas e independentes. Impressionado com a oratória da embaixadora, Correia de Souza ofereceu a ela um batizado cristão. Ginga aceitou e ganhou o nome Ana de Souza — o próprio governador foi seu padrinho. A partir daí, ela usaria a religião sempre que lhe proporcionasse algum benefício. Nunca abandonou as crenças de sua etnia, os mbundos.
Nassau. Aliado da soberana contra lusitanos - Reprodução / Reprodução
Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco e autor do livro “Palmares: os escravos contra o poder colonial” (ed. Terceiro Nome), Rômulo Xavier ressalta que a adoção da nova fé foi apenas um expediente político usado por Ginga e pela classe alta de Ndongo. A tática da união entre espada e cruz já havia sido adotada pelo rei do Congo no fim do século XV, o que resultou no aumento do seu poderio naquela região.
— A conversão ao cristianismo era apenas superficial e restrita à elite política da população, que provavelmente adaptou elementos da nova religião às crenças antigas — explica o historiador. — Ginga pode ter usado diplomaticamente o cristianismo para fortalecer o tratado de Correia de Souza.
IRMÃO ENVENENADO
Os portugueses, no entanto, logo ignoraram os termos do acordo. A maior vítima dos ataques a Ndongo foi Ngola Mbandi, ainda no exílio. Em 1624, o então soberano morreu por causas misteriosas. Uma das teorias mais aceitas é que ele teria sido envenenado pela irmã, que também mandou afogar o sobrinho, herdeiro natural do trono, e se apossou das insígnias reais.
— Não se sabe ao certo quem deu o veneno ao Ngola Mbandi, mas era comum nos reinos africanos o suicídio ritual de um chefe malsucedido — avalia Mariana. — Quando Ginga assumiu o poder, o novo governador português, Fernão de Sousa, achou que ela seria muito útil para retomar o comércio e expandir o cristianismo na região. Mas, devido à instabilidade gerada pelas sucessivas guerras, muitas pessoas fugiam de suas terras e buscavam asilo junto à rainha.
Boa parte da multidão que corria até a soberana era formada por escravos que haviam recebido treinamento militar e armas de fogo para atuar na defesa dos presídios portugueses. Dessa forma, Ginga se fortalecia e os portugueses ficavam desguarnecidos. O exército da nova Ngola abrangia guerreiros de diversas etnias.
— A rainha se uniu aos grupos nômades jagas, casando-se com o seu chefe. Em seguida, conquistou o reino de Matamba e, depois, formou uma coligação com os reinos de Congo, Dembos e Cassanje — enumera Xavier. — Ginga liderava pessoalmente as suas tropas. Para impor a sua política aos reinos vizinhos, podia apelar para o seu exército, que contava com quase 80 mil arqueiros. Com ela, expandiu territorialmente o reino e aumentou seu fluxo econômico.
Todos os soberanos da África Central respeitavam e temiam a Ngola. Mesmo com as ordens portuguesas para que outros chefes de Estado lhe negassem a passagem e a capturassem, ninguém ousou contestar o poderio de Ginga.
No início da década de 1640, a soberana angariou um aliado europeu. Sediado em Recife, o holandês Maurício de Nassau precisava de mão de obra para o cultivo da cana de açúcar. Tropas nacionais, então, conquistaram o porto negreiro de Luanda, um dos maiores da África.
Ginga viu ali a oportunidade de livrar-se de inimigos históricos. Criou uma rota comercial entre seu reino e a região invadida pelos holandeses, trocando escravos resistentes ao seu comando por mercadorias europeias, principalmente armas de fogo, usadas nas batalhas contra os portugueses.
50 ‘CONCUBINOS’ NO HARÉM
Especialista em História da África, Alberto da Costa e Silva destaca como o então recém-firmado comércio transatlântico com a Holanda expunha a habilidade política de Ginga.
— Ela se recusava a devolver os escravos que fugiam dos governadores portugueses, mas capturava escravos para os holandeses — assinala Costa e Silva, autor de obras como “A manilha e o libambo: a África e a escravidão, de 1500 a 1700” (ed. Nova Fronteira). — Sabia manipular os grupos com que lidava. Foi uma craque na arte de conservação do poder.
O angolano José Eduardo Agualusa, colunista do GLOBO e autor do romance “A rainha Ginga — E de como os africanos inventaram o mundo” (Foz Editora), lançado em março, pondera que a postura da Ngola combateu os portugueses, mas nunca o tráfico negreiro:
— O tempo todo ela estabeleceu alianças para defender seus interesses, e um deles era o tráfico negreiro — ressalta. — Os escravos eram o produto mais valioso da época. Ninguém defendia o fim da escravidão. Seria como advogar hoje por um mundo sem exércitos.
Em seu auge, Ginga tinha mais maridos do que alguém poderia contar. Alguns pesquisadores dizem que havia mais de 50 “concubinos” em seu harém. Costa e Silva destaca que um rei africano podia ter até mil mulheres — não se sabe se a mesma regra valeria para uma soberana. Fato é que a Ngola mandava que eles se vestissem de mulher, enquanto ela muitas vezes usava roupas masculinas, o que pode ser interpretado como uma tentativa de demonstrar a sua força.
Já no fim da vida, cansada da luta com os portugueses, apelou para os capuchinhos italianos instalados em Matamba e reafirmou sua fé cristã. Aos 74 anos, queria a paz e, com o gesto, garantiu a libertação de sua irmã, sequestrada pelos inimigos. Morreu em 1663, com mais de 80 anos, e foi sepultada seguindo os rituais cristãos.
O povo de sua etnia consagrou Ginga como a “rainha imortal”. Mais de quatro décadas depois de sentar-se sobre uma escrava, conquistando a mesma altura de um governante português durante uma série de negociações, ela morreu sem se curvar às exigências do colonizador ou conhecer o interior de um navio negreiro. A trajetória de Ginga foi relembrada durante os movimentos de libertação de Angola, que deixou de ser colônia portuguesa em 1975.
— Ela é um símbolo da resistência angolana, porque conseguiu reunir vários povos na luta contra o invasor europeu, organizando os governantes locais e mobilizando soldados entre a população — diz Mariana Bracks, da USP. — Jamais se entregou e conseguiu garantir pela guerra e pela diplomacia a sua liberdade. Foi consagrada como heroína nacional, que reuniu os povos angolanos na resistência frente a Portugal, e hoje é a principal personalidade do país.
Para Mariana, nem a prática do comércio de escravos obscurece a reputação de Ginga.
— Sua atuação política e militar, se pensada ao longo dos anos, representou um decréscimo no tráfico na região. Durante muito tempo Ginga coibiu o pagamento de tributos pelos chefes locais, assaltou as feiras e as caravanas de escravos, libertando os prisioneiros e tornando o comércio inseguro.
Xavier, por sua vez, avalia que ainda é difícil compreender o legado da Ngola:
— É um julgamento moral difícil. Ginga, ao mesmo tempo em que lutava contra os portugueses, era sua concorrente em atividades econômicas na região. Como líder militar, deveria manter a disciplina de seus comandados. Como diplomata, ao realizar acordos, precisava ser dissimulada e desconfiar dos seus permanentes adversários. Eram estratégias de sobrevivência.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/historia/a-lider-da-resistencia-africana-16955484#ixzz3gvD6Ddar
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sexta-feira, 24 de julho de 2015

25 de Julho - Dia da Mulher Negra - Tereza de Benguela

http://www.geledes.org.br/tereza-de-benguela-uma-heroina-negra/#gs.83144225afe047869fda873246810208

Tereza de Benguela, uma heroína negra


Publicado há 12 meses - em 2 de agosto de 2014 » Atualizado às 10:38
Categoria » Esquecer? Jamais · Mulher Negra
Tereza de Benguela, uma heroína negra


(Gravura de Jean-Baptiste Debret, “Escravas negras de diferentes nações”, em tradução livre)
Dia 25 de julho é data para celebrar o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. O nome é, segundo a ex-senadora e autora do texto Serys Slhessarenko, uma forma de criar um ícone para as mulheres negras do país. “É preciso criar um símbolo para a mulher negra, tal como existe o mito Zumbi dos Palmares. As mulheres carecem de heroínas negras que reforcem o orgulho de sua raça e de sua história”, afirmou Serys ao site da Câmara dos Deputados.
“Rainha Tereza”, como ficou conhecida em seu tempo, viveu na década de XVIII no Vale do Guaporé, no Mato Grosso. Ela liderou o Quilombo de Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados. Segundo documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 índios. O quilombo resistiu da década de 1730 ao final do século. Tereza foi morta após ser capturada por soldados em 1770 – alguns dizem que a causa foi suicídio; outros, execução ou doença.
Sua liderança se destacou com a criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de defesa. Ali, era cultivado o algodão, que servia posteriormente para a produção de tecidos. Havia também plantações de milho, feijão, mandioca, banana, entre outros.

“Governava esse quilombo a modo de parlamento, tendo para o conselho uma casa destinada, para a qual, em dias assinalados de todas as semanas, entravam os deputados, sendo o de maior autoridade, tido por conselheiro, José Piolho, escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam, tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele negral Senado se assentava, e se executavam à risca, sem apelação nem agravo” (Anal de Vila Bela do ano de 1770)

Após ser capturada em 1770,  o documento afirma: “em poucos dias expirou de pasmo. Morta ela, se lhe cortou a cabeça e se pôs no meio da praça daquele quilombo, em um alto poste, onde ficou para memória e exemplo dos que a vissem”. Alguns quilombolas conseguiram fugir ao ataque e o reconstruíram – mesmo assim, em 1777 foi novamente atacado pelo exército, sendo finalmente extinto em 1795.
Injustiças centenárias
Números do IBGE apontam que ser mulher negra no Brasil significa sofrer com uma intensa desigualdade, como no campo profissional por exemplo. 71% das mulheres negras estão em ocupações precárias e informais, contra 54% das mulheres brancas e 48% dos homens brancos. O salário médio da trabalhadora negra continua sendo a metade do salário da trabalhadora branca. Mesmo quando sua escolaridade é similar à escolaridade de uma mulher branca, a diferença salarial gira em trono de 40% a mais para esta.
 A história da “Rainha” foi relembrada em 1994 pela escola de samba Unidos da Viradouro no samba-enredo “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal”.
Fontes da pesquisa
CRUZ, Tereza Almeida. Um estudo comparado das relações ambientais de mulheres da floresta do Vale do Guaporé (Brasil) e do Mayombe (Angola) – 1980 – 2010. 2012. 367 f. Tese (Doutorado em História) – Curso de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012.
FARIAS JÚNIOR, Emmanuel de Almeida. Negros do Guaporé: o sistema escravista e as territorialidades específicas. Revista do Centro de Estudos Rurais – UNICAMP, v.5, nº2, setembro de 2011. Disponível em . Acesso em 25 de julho de 2014.
 

25 DE JULHO - Dia Internacional da Mulher Negra