Aprenda a se amarrar com sete modelos de turbantes feitos especialmente para você
Diane Lima, de Salvador |
Texto:
Clarice Machado/Divulgação
Alto e com mais volume formando um grande moicano é ideal para as
mulheres com atitude. Para fazê-lo foi preciso dois lenços sobrepostos
Os turbantes chegaram para ficar e, mesmo as mais ousadas,
ainda têm muitas dúvidas de como amarrá-los e quais são as
possibilidades de uso dos modelos. Tradicional em culturas como a
oriental e a africana, o turbante reaparece em um momento em que as
modas se debruçam a observar a diversidade de outros povos, antes tidos
como marginais ou periféricos. Bom exemplo é a tendência étnica, que vem
se reinventando e trazendo novidades a cada estação, permanecendo há
algumas temporadas. É um sinal da força dos movimentos de inclusão e
ascensão das demais culturas em face do novo cenário que se desenha na
política e economia mundial.
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Nos grandes desfiles nacionais e internacionais, como os da Prada,
Donna Karan, Burberry e Neon, como também em outras áreas do design,
surgem padronagens e partidos que exploram os grafismos, a mistura de
cores, o uso de materiais e técnicas, colocando o multiculuralismo no
auge das discussões estéticas.
Seja símbolo de proteção religiosa, seja para representar distinções
hierárquicas ou simplesmente para exercer função adornativa, os
turbantes já apareceram em outros momentos importantes da história da
indumentária e da moda, como quando foi, por exemplo, eternizado por
Paul Poiret na década de 30, e servia para esconder os cabelos sem
cuidados na escassez da Segunda Guerra. Esteve presente como símbolo de
resistência negra na década de 60 e ganhou seguidoras importantes como
Greta Garbo, Simone de Beavouir e Carmem Miranda.
No Brasil, a forte influência da cultura africana fez da cidade de
Salvador uma grande referência no uso dos turbantes, ora disseminados
pelas cabeças das baianas vendedoras de acarajé, ora pela indumentária
dos blocos afros como o Ilê Aiê, pelos trajes utilizados no culto ao
candomblé, por personalidades e disseminadoras da cultura afrobaiana,
por nomes como Negra Jhô, e descoladas como a designer Thaís Muniz.
Clarice Machado/Divulgação
O lenço preto preso ao lado recebe broches de pressão que deixa o acessório luxuoso
Referência entre os mais modernos na cidade por incluir as
amarrações no seu visual propondo um styling onde a cultura street vive
lado a lado com este símbolo tradicional, resolvemos provar como a arte
dos nós é fácil convidando Thaís a encarar o desafio de produzir sete
amarrações diferentes que, no fim das contas, foi ainda mais desafiador
para mim, sua “cobaia”.
Como sempre me amarrei literalmente em lenços e tenho uma coleção
deles, enfrentei a câmera e servi de exemplo para aprender como usar da
melhor forma meus carrés. Depois de muitas gargalhadas e do sentimento
de missão cumprida, divido agora com vocês alguns modelos registrados
pela fotógrafa Clarice Machado, que nos emprestou seu olhar aguçado nas
fotos realizadas na turística Linha Verde no Litoral Norte baiano.
Agora basta todo mundo seguir o exemplo, encabeçar essa atitude e escolher em qual vai se amarrar !
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