quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CONSUMIDOR NEGRO



Consumidor negro: O emergente do emergente

fev 13, 2012 2 comentários por feirapreta
Fonte: Mas Pesquisa
Há mais de 11 anos realizamos pesquisas incluindo a variável “raça/cor”. Pra que isso? O tema da “moda” e o grande achado do mercado hoje, é falar a respeito da classe C. Incluindo ainda o grupo “D” como um “mercado emergente”. Ele já existia, mas não era percebido como hoje, como o carro chefe da economia.
Os órgãos de pesquisa da administração pública e acadêmica apontam que a população “não branca” é a grande massa que veio a engrossar essa nova classe média. Não só as transferências de renda do Governo Federal, mas também e, sobretudo pelo aquecimento da economia, que fez elevar a massa salarial da base da pirâmide com as seguintes conseqüências:
1 – aumento de emprego;
2 – aumento de emprego com carteira assinada;
3 – aumento real do salário mínimo;
4 – valorização da mão de obra da construção civil, produção e serviços domésticos.
Nem preciso citar todas as pesquisas e estudos para referendar minha tese. É só dar uma “googada” e pode-se rapidamente chegar as suas conclusões. Mas é fato que a grande massa de “não-brancos” está inserida nesse contexto. Sendo assim, se há uma classe “emergente”, a nova classe média – afirmo que os “não-brancos”, “pretos e pardos” ou “negros” representa aquilo que chamo de “emergente do emergente”.
Ao longo do tempo, o Instituto MAS Pesquisa tem realizado pesquisas sobre a temática o “negro”:
1. Do ponto de vista do empreendedorismo, temos a “Feira-Preta” onde realizamos a pesquisa de perfil do público.
2. Do ponto de vista regional/comercial, tenho realizado pesquisas na região oeste da GSP onde me permite, por exemplo, estabelecer qual a evolução de acesso a internet e o índice de matrícula no ensino superior e demais questões relativas a níveis de renda e potencial de consumo.
3. Do ponto de vista acadêmico, pesquisa de perfil dos pesquisadores negros do Brasil que estejam matriculados em programa do mestrado e doutorado.
4. Do ponto de vista da cultura e juventude temos as pesquisas desenvolvidas para o estudo da cultura Hip Hop e para isso dispomos do instrumento de duas pesquisas realizadas em 2008 e 2009 e que nos permite comparativos de dados ainda inéditos.
Uma grande massa de consumidores passa a fazer parte do mercado de consumo. E grande parte deles é o consumidor “não-branco” que passa a ser mais exigente, que tem dinheiro pra pagar, se orgulha disso, que quer ser bem tratado e está querendo maior atenção. Quem descobrir o que quer, o que pensa, o que deseja esse consumidor, estará a frente de um dos maiores filões de mercado jamais visto.
Destaque, Mercado Negro e Classe C e D

sábado, 10 de novembro de 2012

MODELOS NEGROS - FASHION WEEK



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 Modelos negros protestam contra falta de representação no FR

07 de Novembro de 2012 21h11 atualizado às 21h39
  1. Uma manifestação chamou a atenção no Píer Mauá no início da noite desta quarta-feira (7), no primeiro dia do Fashion Rio Foto: Daniel Ramalho / Terra Uma manifestação chamou a atenção no Píer Mauá no início da noite desta quarta-feira (7), no primeiro dia do Fashion Rio

    Foto: Daniel Ramalho / Terra
  2. Modelos passearam pelos corredores do Píer com o peito nu para cobrarem a participação de mais negros nos eventos da moda nacional Foto: Daniel Ramalho Modelos passearam pelos corredores do Píer com o peito nu para cobrarem a participação de mais negros nos eventos da moda nacional

    Foto: Daniel Ramalho
  3. Os manifestantes fazem parte do grupo Educafro (Educação para Afrodescendentes e Carentes) Foto: Daniel Ramalho / Terra Os manifestantes fazem parte do grupo Educafro (Educação para Afrodescendentes e Carentes)

    Foto: Daniel Ramalho / Terra
  4. O grupo sugere que pelo menos 10% dos modelos que desfilam para grifes nos eventos de moda sejam negros Foto: Daniel Ramalho / Terra O grupo sugere que pelo menos 10% dos modelos que desfilam para grifes nos eventos de moda sejam negros

    Foto: Daniel Ramalho / Terra
  5. "Já entramos inclusive com uma representação no Ministério Público. O Brasil é tão rico e miscigenado quanto mal representado", protestou  Moisés Alcunã, um dos coordenadores da Educafro Foto: Daniel Ramalho "Já entramos inclusive com uma representação no Ministério Público. O Brasil é tão rico e miscigenado quanto mal representado", protestou Moisés Alcunã, um dos coordenadores da Educafro

    Foto: Daniel Ramalho
  6. "Até parece um país nórdico", ironizou Marco Rocha, ator, que também participou do protesto Foto: Daniel Ramalho / Terra "Até parece um país nórdico", ironizou Marco Rocha, ator, que também participou do protesto

    Foto: Daniel Ramalho / Terra
Uma manifestação chamou a atenção no Píer Mauá no início da noite desta quarta-feira (7), no primeiro dia do Fashion Rio Foto: Daniel Ramalho / Terra
Uma manifestação chamou a atenção no Píer Mauá no início da noite desta quarta-feira (7), no primeiro dia do Fashion Rio

Foto: Daniel Ramalho / Terra

Fashion Rio revive tabu do racismo

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SUBURBIA -


Suburbia retrata o universo da cultura negra e carioca

O diretor Luis Fernando Carvalho fala sobre nova série, que estreia hoje
    
31/10/12 às 18:25 Luiz Zanin Oricchio

(foto: Rede Globo / Estevam Avellar)
Uma garota pobre do interior foge de casa e vai tentar a sorte no Rio de Janeiro. Este, o ponto de partida de Suburbia, minissérie de Luiz Fernando Carvalho, que a Globo começa a apresentar na quinta-feira.
Conceição (Débora Nascimento e depois Erika Januza) vive com a família no interior de Minas e, depois de perder o irmão numa explosão da carvoaria, decide fugir de casa e ir para o Rio. É um peixinho fora d’água e, até decodificar as manhas da metrópole, sofrerá uma série de percalços, inclusive a prisão injusta.
Nessa série, o público encontrará muito do estilo de Luiz Fernando Carvalho, o cineasta festejado de Lavoura Arcaica e responsável por algumas das minisséries mais autorais da TV brasileira como Os Maias, Hoje é Dia de Maria, Capitu e A Pedra do Reino. Apuro visual, técnica refinada nos movimentos de câmera, etc. Mas notará, também, uma pegada realista e documental que não se via em suas obras anteriores.
Encontrará, também, um universo temático um tanto diferente dos habituais de Luiz Fernando Carvalho. Seu leque de interesse tem a cultura brasileira como ponto comum. Não por acaso, a grande maioria de sua obra é inspirada em autores famosos como Machado de Assis, Raduan Nassar e Ariano Suassuna. Em Suburbia, a parceria é com um autor contemporâneo, Paulo Lins, o mesmo de Cidade de Deus.
Paulo Lins, autor do romance que serviu de ponto de partida ao filme homônimo de Fernando Meirelles, um dos grandes sucessos do cinema brasileiro contemporâneo, é homem com vivência das favelas e da zona norte carioca. Local onde boa parte da história de Suburbia se desenrola. Além disso, a trama se inspira em uma vivência pessoal de Luiz Fernando Carvalho, como ele explica nesta entrevista.

Agência Estado — Primeiro, gostaria de perguntar sobre a formação do elenco. Aparentemente, você quis trabalhar com atores e atrizes menos conhecidos do público de TV. Como chegou a eles e por que fez essa opção? 
Luiz Fernando Carvalho —  As minhas anotações que deram origem ao seriado não eram ficção, vinham da realidade. Explico melhor: Betânia era uma mãe preta que tive por mais de 25 anos. Começou a trabalhar aqui em casa como faxineira, mas logo se tornou fundamental na minha vida, pela carga de afeto que nutríamos um pelo outro. Negra, analfabeta, mas cheia de vida e inteligência, vez por outra rememorava seu passado, sua trajetória de vida, fazendo isso com muita riqueza de detalhes, enquanto preparava meu almoço ou arrumava a casa. Eu ali, diante de tantas memórias fascinantes, um dia comecei a anotá-las sem ter a menor noção do que um dia faria com aquilo tudo. Essa premissa em forma de documento me norteou em termos de linguagem narrativa. Achei por bem evitar todo e qualquer artifício que tornasse aquele depoimento original alegórico, falso. Procurei me aproximar do registro documental, de uma narrativa e de uma câmera mais jornalística, dispensando, radicalmente, alguns acessórios de filmagem, todo aquele aparato técnico que a ficção oficial se apropria, como gruas, travelings, lentes especiais, etc. O mesmo foi buscado em relação à linguagem do texto e à escalação do elenco. A partir do momento que encontrei minha Conceição, acabei armando um quebra-cabeças comigo mesmo, no qual foi impossível continuar a pensar a escalação das outras personagens sem a ideia dos “não atores” ou atores desconhecidos.

Depois, gostaria que comentasse um dado da história, propriamente: a saída da menina Conceição do interior para o Rio de Janeiro. O que o atraiu nessa trama? O desejo de registrar uma realidade que é a de boa parte da população pobre